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A ABDGO torna público o mini-edital de elaboração e confecção de Troféu para a 8a Mostra ABD Cine Goiás.

I) Público-alvo: artistas plásticos, designers, e afins.

II) Requisitos do projeto:

a) Proposta por escrito em arquivo ‘word’ ou ‘pdf’ contendo o nome do Troféu, objetivos estéticos, justificativa da pertinência do tema, do design proposto, incluindo peso, tamanho, etc, e do material a ser utilizado;

b) A proposta temática deverá contemplar elementos da cultura goiana, em acordo com a natureza da Mostra ABD Cine Goiás, que exibe apenas filmes goianos;

III) Proposta gráfica (lay-out) do troféu;

IV) Orçamento completo de no máximo R$ 3.000,00 (três mil reais), contemplando todos os valores de criação e execução do projeto, sendo que, deverão ser confeccionados 13 (treze) troféus;

V) O projeto, atendendo aos itens acima, deverá ser encaminhado ao endereço eletrônico 8mostraabdgo@gmail.com, até o dia 30 de abril.

VI) Cronograma de execução do projeto dentro do prazo máximo de 20 dias, sendo a entrega dos troféus no dia 31 de maio de 2010.

VII) O resultado será divulgado via as listas eletrônicas da ABD-GO, Cinema-GO e blog do Cineclube Cascavel: http://cineclubecascavel.blogspot.com, bem como, em contato direto com o vencedor, via e-mail e/ou telefone.

Sendo o que consta para o momento, agradecemos desde já a participação e a colaboração de todos.

Outras informações: 8mostraabdgo@gmail.com / 8118.8158 (Josemar)

O Conselho Municipal de Cultura convocou para o próximo sábado, 06 de março de 2010, às 8h30, no Centro Municipal de Cultura Goiânia Ouro, uma reunião com todos os segmentos culturais da cidade para ouvir propostas de melhoria da Lei Municipal de Incentivo à Cultura. Essa é uma oportunidade interessante para fazermos uma avaliação da lei, e repararmos algumas desproporções atualmente existentes.

Creio que o cerne da questão seja mesmo em relação aos valores aportados para cada segmento. Eles são o principal parâmetro para avaliar o peso de cada segmento dentro das políticas públicas para a cultura estabelecidas no município. Uma avaliação do texto do edital da Lei Municipal e do aporte de recursos do edital anteiror demonstra essa desproporção em prejuízo do audiovisual, comprometendo a obtenção dos resultados desejados.

Se não me engano, esse edital que abrirá agora é o 2009/2, que já havia sido prorrogado anteriormente para 01 a 26 de outubro de 2009, e em seguida, novamente adiado para 01 a 31 de março 2010, conforme o 2º Aviso de Prorrogação do Edital nº 01/2009, disponível no site da prefeitura. Portanto, os critérios em discussão se relacionam ao edital já publicado, cuja 1ª Etapa se realizou à partir de setembro de 2009. É preciso checar a previsão de lançamento do edital 2010, com a agenda de suas duas etapas. A rigor, deveríamos ter 3 etapas da lei municipal este ano, certo?

Tenho dúvida se as sugestões de alteração solicitadas pelo Conselho Municipal de Cultura eventualmente acatadas entrariam em vigor já para este edital ou ficariam para o edital 2010? Caso vigore agora o mesmo texto do edital 2009/2, já em execução, não seriam mantidos os mesmos índices praticados no último edital para cada segmento?

De qualquer forma, precisamos iniciar essa discussão. Apesar de ser uma linguagem artística notoriamente cara, exercendo contudo uma função estratégica na sociedade, o audiovisual ocupa a 6ª posição dentre as 7 áreas que recebem recursos da Lei Municipal, ficando atrás apenas de “Artes Integradas”. Isso significa que, a rigor, o audiovisual ocupa a última posição, já que “Áreas Integradas” não são propriamente uma linguagem artística.

A 1ª Etapa do Edital 2009 previa a distribuição de R$ 1.528.000,00 (divulgado R$ 1.538.000,00) para 96 projetos, de acordo com a seguinte proporção:

A distribuição dos recursos dentro de cada área foi segmentada em modalidades pertinentes a cada área. No caso do audiovisual, os recursos foram distribuídos entre filmes (3) e festivais (2). Proporcionalmente, o lanterna da lista recebeu o equivalente a cerca de 1/3 dos recursos destinados à música, o segmento mais beneficiado.

Apesar de sua importância, o audiovisual aprova apenas 5% do total de projetos

O edital prevê, em seu item 4.23, que:

4.23 – O número de projetos previsto em cada item de cada área da Tabela acima, é o número máximo a ser contemplado nessa 1ª Etapa do Edital. Caso não haja aprovação de projetos na quantidade prevista na Tabela, os valores não utilizados serão remanejados para a 2ª Etapa do Edital.”

De 96 projetos possíveis, foram aprovados 62, totalizando R$ 1.101.000,00. Os R$ 437.000,00 não investidos em 2009/1 deverão entrar na próxima etapa do edital.

Na prática, os recursos do audiovisual ficam atrás até mesmo das Artes Integradas

É certo que cada lei de incentivo possua sua própria importância estratégica dentro do cenário. Apesar do perfil da Lei Municipal voltar-se para projetos de vídeo de pequeno porte, não seria o caso de colocar a desproporção a que se submete o audiovisual em questionamento? Não seria preciso inicialmente definir qual é a posição da Lei Municipal no contexto das demais políticas públicas para o audiovisual, rompendo com o seu isolamento? Diante desse planejamento feito pelos interessados, não seria mais fácil diagnosticar o seu atual grau de eficiência no fomento do cenário e, consequentemente, a sua verdadeira relevância cultural?

O objetivo dessa reunião, segundo a própria Secult, é ouvir as principais sugestões para melhoria da Lei Municipal de Incentivo à Cultura. Tema bastante amplo. Essa consulta pública abre espaço para uma “queda de braço” na distribuição de recursos, o que não foi feito quando foram estabelecidos os valores e cotas do edital em vigor. Não podemos deixar de lado a reivindicação por recursos. Argumentos para justificar o aumento dos valores para o audiovisual, os próprios dados nos oferecem.

O MinC, por exemplo, destinou 93% dos recursos de seus editais para o audiovisual. Não espero tanto da Secult. Particularmente, consideraria a Lei Municipal melhorada se o audiovisual saísse da lanterna e ocupasse o topo da lista.

OBS.: Foram usados como referência os dados disponíveis no próprio site da prefeitura [ www.goiania.go.gov.br ].

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REUNIÃO PARA DEBATER A LEI MUNICIPAL DE CULTURA

SÁBADO, 06/03/2010

8H30

CENTRO MUNICIPAL DE CULTURA GOIÂNIA OURO

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A Fractal retoma seus trabalhos de 2010.
Começamos com força total, trabalhando em muitos projetos.

Estamos indo dia 16 e 17 para Pirenópolis à caminho de mais uma Oficina Camera Cotidiana. Dessa vez o projeto é Ciranda Cultural do Cerrado, realizado pelo IBRACE.

Passaram apenas 15 dias de 2010, mas tudo já caminha muito bem.

404nOtF0und
ANO 9, VOL 1, N. 71, Maio – Junho/2009
ISSN 1676-2916Publicação do Ciberpesquisa – Centro Internacional de Estudos e Pesquisas em Cibercultura
Editor: André LemosEditor Assistente: Cláudio Manoel

Mídia – Todo artefato e processo que permite superar constrangimentos infocomunicacionais do espaço e do tempo. Mídias produzem espacialização, ação social sobre um espaço. Mídias produzem lugares.
Locativo – Categoria gramatical que exprime lugar, como “em” ou “ao lado de”, indicando a localização final ou o momento de uma ação.
Mídia Locativa. Tecnologias e serviços baseados em localização (LBT e LBS) cujos sistemas infocomunicacionais são atentos e reagem ao contexto. Ação comunicacional onde informações digitais são processadas por pessoas, objetos e lugares através de dispositivos eletrônicos, sensores e redes sem fio. Dimensão atual da cibercultura constituindo a era do “ciberespaço vazando para o mundo real” (Russel, 1999), a era da “internet das coisas”.
1. Crie situações para perder-se. O medo de perder-se é correlato ao medo de encontrar. Mas perdendo-se, encontra-se. A desorientação é uma forma de apropriação do espaço! Tudo localizar, mapear, indexar é uma morte simbólica: o medo do imponderável, do encontro com o acaso: evitar uma dimensão vital da existência. “Perder-se é um achar-se perigoso”, como diz Clarice Lispector.
2. Erros, falhas, esquecimentos de localizações e de movimentações são as únicas possibilidades de salvação da hiperracionalização atual do espaço. Só uma apropriação tática dos dispositivos, sensores e redes poderá produzir novos sentidos dos lugares. Desconfie de sua posição e de seu status de nômade. Quando sua operadora diz, “você é nômade”, desconfie. Mas saiba que o nomadismo é um traço essencial da aventura humana na terra!
3. Tudo é locativo: aprendemos, amamos, socializamos, jogamos, brigamos, festejamos, trabalhamos…, sempre de forma locativa. Não há nada fora do tempo ou do ESPAÇO. E o espaço social é o LUGAR. Em tudo, o lugar é o que importa.
4. Lugar é composto por fluxos de diversas territorializações. Ele é sempre dinâmico e, ao mesmo tempo, enraizado. Lugar é vínculo social. Lugar é fluxo de emoções, é topos, é memória e cristalização de sentimentos. Lugar não é fixação mas interrelação. Com as mídias locativas, o lugar deve ser visto como fluxo de diversas territorializações (sociocultural, imaginária, simbólica) + bancos de dados informacionais. Espaços visíveis marcados por fluxos invisíveis de informação circulando por redes invisíveis.
5. Hoje é impossível pensar os lugares sem os territórios informacionais. Mas lugares persistem sem nenhuma informatização. Não esqueça destes lugares. Pense nos contextos independentes de qualquer tecnologia.
6. Estamos na era da computação ubíqua e pervasive (Weiser), ou seja da informática em todos os lugares e em todas as coisas. Mas não há tecnologias sensíveis e nenhuma delas está atenta a contextos! Elas estão em tudo e em todos os lugares, mas não sabem o que é um contexto e nem tem capacidades de sentir o local.
7. Depois do upload para a Matrix lá em cima, a internet 1.0, agora é a vez do “download do ciberespaço”, da informação nas coisas aqui em baixo, a internet 2.0. Não se trata mais do virtual lá em cima, mas do que fazer com toda essa informação das coisas e dos lugares aqui de baixo! Como nos relacionamos com as coisas e com os lugares? E agora, com essas coisas e lugares dotados de informação digital e conexão à internet? Convocamos Heidegger e Lefevbre?
8. Recuse os LBS e LBT que te colocam apenas na posição de mais um consumidor massivo. Busque produzir informação localizada que faça sentido aqui e agora. Esse é o único meio de construir lugares sociais com essa tecnologias de localização e mobilidade. Reivindique das mídias locativas as funções pós-massivas. A publicidade, o marketing e as operadoras te querem apenas como receptor passivo, massivo, embora supostamente livre, móvel e sem fronteiras. Eles te querem controlado, ativo mas consumindo, receptor pensando que está emitindo. Agir é mais. Reaja à isso.
9. Saiba que as mídias de localização não são novas. Toda mídia é, ao mesmo tempo, local e global. Preste atenção às mídias locativas analógicas que estão entre nós, pense nas anotações urbanas como os graffitis, stickers, bilhetes ou notas, preste atenção às marcas nas ruas, aos índices a sua volta, ao jornalismo local e agora hiperlocal. Aja como um detetive buscando solucionar os mistérios do espaço urbano! Busque o uso crítico dos dispositivos locativos. Lembre-se que o termo “mídia locativa” foi criado por artistas e ativistas para questionar a massificação dos LBS e LBT.
10. Use, divulgue e estimule o desenvolvimento de protocolos não-proprietários, de softwares colaborativos e de fonte aberta, de sistemas operacionais livres e participativos. A sua liberdade no mundo das mídias locativas é diretamente proporcional ao desenvolvimento da computação móvel aberta. Assim como na era do ciberespaço “lá em cima”, bem como na era da internet pingando nas coisas, lute contra o fechamento dos dispositivos, dos sistemas, dos softwares e dos contratos, como os que vigoram no atual sistema de telefonia móvel mundial. Busque, use e distribua jailbreak para todos os sistemas da mobilidade e da localização!
11. Pense que o único interesse do uso das mídias locativas é produzir sentido nos lugares. Se isso não acontece, desligue ou crie um uso que desconstrua o aparelho. Você não precisa ser preciso, você não precisa estar localizado o tempo todo, você não precisa ser sempre racional, um homo-economicus total para viver o local! Se os dispositivos ajudam, use-o, senão, desvie os usos (hacking) e, se não der mesmo assim, abandone!
12. Ache um equilíbrio entre o clique generalizado no mundo da informação e a contemplação ociosa. Desconecte e reconecte os seus dispositivos, sempre, diariamente, permanentemente. Pare, feche os olhos, abra os ouvidos e desloque-se apenas pelo pensamento, essa desterritorialização absoluta (Deleuze).
13. A questão da localização nem sempre está ligada ao espaço e ao movimento, mas ao tempo. Pense assim na duração, na viscosidade das coisas, na imobilidade, no tempo estendido. Saiba que nunca há “tempo perdido” e é impossível “matar o tempo”.
14. Independente de qualquer smartphone ou GPS, o que importa é que você já sabe onde está: “você está aqui” e “agora”. Inverta a máxima de Walter Benjamin (1927) que afirmava que os “lugares foram reduzidos a pontos coloridos em um mapa”. Faça com que este pontos sejam efetivamente lugares.
15. Lute para que marcas, indicando nos mapas o que está perto de você, não evitem o seu encontro com o inusitado nem com o outro. Não se preocupe se não souber o que há por perto. Tenha consciência que, de qualquer forma, você sempre encontrará o caminho para os lugares que procura. Simples: peça informação, pergunte, procure indícios, encare o espaço como algo a ser desbravado, localmente, em contato com o mundo ao seu redor.
16. Pense nos cruzamentos, nas esquinas, nas diferenças de posicionamento; pense nas conexões, nas distâncias e nas aproximações; pense no audível e no inaudível, no visível e no invisível, no fixo e no mutável. Pense nos lugares como parte da sua existência, permanentemente em construção. Pense que você só é estando locativamente.
17. Dê sentido ao seu lugar no mundo, social, cultural e politicamente. As mídias locativas podem, através de anotações, de mapeamentos, de redes sociais móveis, de mobilizações políticas ou hedonistas e de jogos de rua, ajudar nesse processo. Mas tudo é potência e resta ainda o trabalho difícil, penoso, lento, de atualização.
18. Pense nos bairros, nos cruzamentos, nos caminhos, nos pontos históricos, nas bordas (Lynch). Sempre se pergunte como as mídias locativas podem agir em cada uma dessas dimensões: Como criar comunidade e agir politicamente (bairro)?, como proporcionar encontros (cruzamentos)?, como abrir novas veredas (caminhos)?, como criar novos marcos (pontos)?, como tensionar as fronteiras (bordas) com essas tecnologias?
19. Toda mobilidade pressupõe imobilidade e não existe e não existirá um mundo sem fronteiras. Fronteira é controle e controle pode ser liberdade. A imobilidade é uma condição da mobilidade e vice-versa. Só podemos pensar uma em relação à outra. Devemos mesmo estar imóveis para pensar a mobilidade e em movimento para pensar a inércia. Defina as suas fronteiras, tenha autonomia no controle de suas bordas, pare para se locomover e locomova-se para parar.
20. “Des-locar” não é acabar com o lugar, mas colocá-lo em perspectiva. Desloque-se e aproprie-se do urbano, escreva seu espaço com texto, imagens e sons, reúna pessoas, jogue, ocupe o espaço lá fora. As mídias locativas permitem isso. Mas se não conseguir fazer nada disso, então pense no uso e no porquê dessas tecnologias.
21. Mapas são sempre psicocartografias, nunca são neutros. Instrumentos técnicos, mnemônicos e comunicacionais, os mapas, incluindo aí os “Google Earth”, “Maps”, “Street”, e seus similares, são sempre expressões de visões tendenciosas do mundo. Eles sempre refletem estruturas de poder e servem como instrumentos para estender um domínio geopolítico. Pense na “miopia” dos mapas digitais. Compare os detalhes de Tóquio e de cidades da África nos mapas digitais para ter uma idéia dessa invisibilidade.
22. Saiba que todo mapa é uma mídia e que todo mapeamento é uma ação de comunicação, com mensagem, emissor, canal e receptor. Mapear é escrever e ler o espaço. Mapear é sempre um discurso sobre o espaço e o tempo. Mapas, como as mídias, são sempre formas de visualização, de conhecimento e de produção da realidade do mundo externo. Busque, como Borges no “Del Rigor de la Ciência”, criar mapas que sejam novos territórios na escala 1 x 1.
23. Construa mapas que desconstruam visões de mundo. Produza mapas do que não é mapeado em seu entorno, do que é invisível aos olhos bem abertos. Escape do cartesianismo, do racionalismo e das coordenadas geoespaciais. Tente usar as mídias locativas para descentralizar o poder de construção de mapas e de sentido sobre os lugares. Como diz Meyrowitz: “toda mídia funciona como um GPS mental”;
24. Não abuse das redes sociais móveis: encontrar amigos e conhecidos ao acaso pode ser mais interessante do que o tudo programado. A surpresa pode ser um ingrediente para grandes encontros. Mas pense também nas novas formas de voyeurismo, de controle, de monitoramento e de vigilância de amigos, familiares, empregados e empregadores.
25. Você é um ponto em roaming nos diversos sistemas (GPS, redes de telefonia celular, etiquetas RFID, redes Wi-Fi ou bluetooth…). Saiba que novos tipos de controle, monitoramento e vigilância (sutis, transparentes e locativos) estão cada dia mais presentes em tudo o que você faz, desde ligar o celular, acessar uma rede sem fio em um café, atualizar em mobilidade sua rede social, usar o caixa do banco, circular com uma etiqueta RFID em sua camisa ou pagar um pedágio automaticamente ao passar com o seu carro. Pense que não são apenas as câmeras de vigilância que estão te olhando!
26. Na atual fase da computação ubíqua e da internet das coisas, há os dados fornecidos, os “data”, mas há também aqueles que não são “dados”, mas captados à sua revelia e, as vezes, sem o seu conhecimento, os “capta” (Kapadia, et al.). Pense neles, nos “data” que você fornece e nos “capta” que te são roubados! Lute para proteger (agenciar) os novos territórios informacionais de onde emanam os invisíveis “data” e “capta”. Controle e defenda a sua privacidade e o seu anonimato, fundamento e garantia das democracias modernas. Crie, se for preciso, sistemas de contravigilância: sousveillance (Mann) contra a surveillance. No limite, forneça informações imprecisas ou desligue e torne-se invisível.
27. Não há apenas o panopticom do confinamento disciplinar de Foucault, mas o “controlato”, a modulação, a cifra e o “dividual” de Deleuze. As paredes não vedam mais nada. Os presos atacam da prisão. Para Pascal, o problema do homem é que ele não consegue ficar sozinho no seu quarto. Com as camadas informacionais, o que significa e qual a eficiência informacional de mandar alguém ficar de castigo, sozinho, no seu quarto?
28. Não há uso, distribuição, produção ou consumo neutro de informação e ou de tecnologias. Pense em como as mídias locativas podem te ajudar a criar e destruir seus territórios. Quais os limites dos seus territórios? Pense em maneiras criativas de contar histórias, de fazer política, de jogar e de se divertir. Essas tecnologias podem te ajudar a escrever e demarcar eletronicamente o seu espaço circundante, mas busque novas significações, novas memórias dos lugares, reforçar os vínculos sociais e o imaginário coletivo.
29. Comprometa-se em reverter a lógica dos olhares vigilantes, em produzir sons para ouvidos atentos, em criar imagens do passado atreladas ao presente. As mídias locativas só têm importância se ajudarem a produzir conteúdo que faça sentido para você e para o lugar onde vive. Não use passivamente nenhuma mídia, especialmente essas que agem sobre a sua mobilidade e localização no mundo!
30. Pense no uso da técnica (ela não é neutra), na comunicação como aproximação ao lugar e ao outro (ela não é impossível, mas improvável – Luhmann) e no seu lugar no planeta (ele é parte da sua existência). A pergunta deve ser: as mídias locativas te ajudam a encontrar o teu lugar no mundo?

André LemosProfessor Associado da Faculdade de Comunicação da UFBa.

http://andrelemos.info

Para Bernardo, que já busca o seu lugar no mundo.

FONTE: http://andrelemos.info/404nOtF0und/404_71.htm

Retomada do blog

Desde junho, eu e a Joelma estivemos praticamente por conta da 9ª Goiânia Mostra Curtas, além de um certo expediente interno. Ela fazendo a assistência de coordenação geral, e eu fazendo a captação de filmes. Praticamente nos mudamos para o Icumam nesse período, o que foi bastante intenso e proveitoso. Por conta disso, nosso blog ficou paradão.

Pois estamos agora retomando as coisas. Mudamos o layout, a estrutura de páginas e outras pequenas benfeitorias. Falta atualizar algumas informações antigas e outros detalhes, o que será feito logo.

Em termos editoriais, o nosso blog estava bastante focado na divulgação de nossos projetos, o que será mantido. Mas agora queremos dar muito espaço para a publicação de nossas idéias e opiniões em relação ao universo que frequentamos, crítica de filmes, divulgação de conteúdo interessante disponível na web.

Agradecemos a visita. Esperamos seu retorno em breve.

Um abraço!

Pausa no Desbitola

Após pouco mais de dois anos e vinte edições realizadas, o Desbitola faz uma pausa nessa virada de ano.

Aproveitando o fato de muitos de nós programarmos nossas férias e viagens para o mês de dezembro, e a inviabilidade de realizar uma edição em uma data muito próxima ao natal, faremos um intervalo que nos permitirá fazer um bom balanço do trabalho desenvolvido até aqui e planejar as próximas ações.

Nascido com o intuito de colocar em debate a produção audiovisual realizada no Estado de Goiás, resgatando obras, estimulando o debate, aproximando os realizadores, apontando características, tendências e rupturas, o Desbitola sempre se caracterizou pela diversidade, ora estabelecendo temáticas ou recortes estéticos, ora agrupando produções diversificadas, ora resgatando filmes esquecidos. Além disso, como uma espécie de contrapartida, todos os filmes debatidos foram disponibilizados para acesso público por meio de uma parceria com a Caravídeo Locadora.

Quando surgiu, o projeto pretendia suprir a carência de espaço para o debate sobre a produção audiovisual realizada em Goiás. Na época não haviam iniciativas similares, e a produção audiovisual não era seguida de uma reflexão ou aproximação entre os realizadores e o público. Hoje, grande parte dos realizadores do audiovisual goiano já tiveram suas obras exibidas e debatidas. Ao longo de vinte edições, abordando a produção realizada no Estado ao longo das últimas quatro décadas, hoje podemos nos considerar mais à vontade para avaliar a nossa cinematografia.

Creio que o Desbitola encerra seu primeiro ciclo e pode agora ser um pouco mais desbitolado, reinventado, assumindo novos formatos. Este é um projeto sem donos. Nasceu da iniciativa e trabalho cooperativo de cinco produtores culturais, atuando de modo voluntário. E sempre esteve aberto a novos parceiros.

Se você tiver interesse, fique à vontade para expor sua avaliação do projeto e sugerir novos formatos para a próxima temporada do Desbitola.

Desbitola

Documentário sobre a trajetória de dois artistas populares de Goiânia e seu isolamento em função da atuação cultural, questionadora dos valores sociais da época e que já antevia os principais problemas atuais como a preservação do meio ambiente e a paz.

18º DESBITOLA
PROGRAMAÇÃO: A Bicicleta e o Escuro
DEBATE: Cláudia Nunes e Rodrigo Cássio
DATA: 24 setembro 2009
HORÁRIO: 19h
LOCAL: Cine Goiânia Ouro | Rua 3, esq. c/ Rua 9, Centro. Goiânia-GO

ENTRADA FRANCA

INFORMAÇÕES: 62 3941 6415
Divulgue e participe!

EM OUTUBRO

Os tios de Awá, de Uliana Duarte

Ressignificar, de Sara Vitória

Debatedor: Carlos Cipriano


EM NOVEMBRO

João Bennio, o pioneiro do cinema goiano, de Eudaldo Guimarães

Debatedores: Lisandro Nogueira e Herondes Cezar

e-Flyer

BENZEDURAS, de Adriana Rodrigues.

Doc, 72 min, 2008.

Um registro da sobrevivência das benzeções, uma tradição secular em extinção. Este documentário aborda o universo das benzeções através do olhar de vários benzedores sobre o que é, como se dá e o papel do ato de benzer na cura.

Quinta-feira, 27 de agosto de 2009

19 horas

Cine Goiânia Ouro

Rua 3, esq c/ Rua 9

Centro

Goiânia – GO

Entrada Franca

Marca Final Camera Cotidiana

Câmera Cotidiana – Vídeo de Bolso
Data:13/09
Horário: 14 às 18h
Local: sala Serra Dourada

Instrutores: Joelma Paes e Erasmo Alcântara

Acompanhamos em nosso tempo o fenômeno cultural da crescente
popularização de ferramentas de produção audiovisual embutidas em
aparelhos portáteis do uso cotidiano. Mais do que o uso dessa
ferramenta como descrição da realidade, propomos reflexões acerca das
possibilidades de uso voltado para a expressão estética e poética do
homem.

Joelma Paes – designer gráfica, fotógrafa e produtora cultural, pós-
graduada na Faculdade Cambury no curso MBA de Cinema. Trabalhou em
diversos curtas-metragens nas funções de produção e assistência de
direção. Atua no Centro de Estudo e Pesquisa Ciranda da Arte
desenvolvendo pesquisa sobre Cinema-Educação.

Erasmo Alcântara – historiador, roteirista e produtor. Entre os anos de
2004 e 2005 desenvolveu os projetos de gestão e produção cultural da
Vega Cultural. Ministra oficinas e palestras relacionadas à Produção
Audiovisual com Mídias Portáteis e desenvolve projetos relacionados ao
audiovisual no Centro de Estudo e Pesquisa Ciranda da Arte.

Público-alvo: infanto-juvenil com interesse na produção de vídeo através de câmeras de telefone celular.

035 - 01 - 16º - flyer arte julho

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