VII Mostra ABD Cine Goiás – Fica 2009

Pedro escuta o chamado de elisa . na cozinha. Descrição

Troféu Pedra Goiana para o Melhor Diretor de Fotografia: Naji Sidki por Descrição da ilha da saudade ou Baudelaire e os teus cabelos;

Troféu Pedra Goiana para o Melhor Montador/Editor: Isaac Orcino por Descrição da ilha da saudade ou Baudelaire e os teus cabelos;

Troféu Pedra Goiana para a Melhor Ficção: Descrição da ilha da saudade ou Baudelaire e os teus cabelos – Direção. Alyne Fratari;

Prêmio Fifi Cunha (Troféu Claquete) para o Melhor Curta Metragem: Descrição da ilha da saudade ou Baudelaire e os teus cabelos – Direção Alyne Fratari;

Alyne faz parte do Coletivo Centopéia e é grande parceira da Fractal. Realizamos juntos o Desbitola.

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O festival chega em sua 9ª edição. Dia 30 é o lançamento e abrirá inscrições. Nós, da Fractal Filmes, estaremos na produção do evento. O Erasmo fará captação de filmes, já está lá no Icumam, desde o dia 15 de junho. Eu, Joelma, entro em agosto pra cuidar da produção, sob a batuta da mestre Abdalla. Boa sorte e bom trabalho pra nós!
Inscreva-se, participe!

Goiânia Mostra Curtas

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Nosso blog anda meio abandonado este ano, mas em breve retornará à ativa. Aos poucos traremos novas melhorias. Inscreva-se para receber os novos posts.

Videoarte

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12º Desbitola - João Bennio

Depois do recesso para as celebrações de fim de ano, o Desbitola – Ciclo de Debates do Cinema Goiano está de volta com muitas novidades para 2009. As próximas edições do projeto acontecem no Centro Municipal de Cultura Goiânia Ouro, novamente na última quinta-feira de cada mês. Para começar o ano, o Desbitola exibe o filme O Diabo Mora no Sangue (1968), no dia 29/01, a partir das 19h. A entrada é franca.
O filme, dirigido por Cecil Thiré, é baseado em argumento do produtor, diretor e ator mineiro radicado em Goiás João Bennio. A exibição do filme tem como objetivo a discussão dos caminhos percorridos pelo cinema goiano, e as barreiras e dificuldades enfrentadas pelos cineastas no estado.

Dinheiro. Falta só dinheiro, falta um pouco mais de compreensão, um pouco mais de ajuda ao homem da terra, ao homem que luta pela arte, que luta pela cultura, que luta pelo cinema no Estado de Goiás. Aqui, nós não temos que abrir passagem, nós temos que dinamitar o caminho.”
João Bennio
(1927-1984)

O Diabo Mora no Sangue provocou polêmica na época de seu lançamento. Trata-se da primeira produção brasileira a discutir o incesto. João Bennio interpreta o protagonista Júlio, pescador solitário que vive em uma pequena cabana às margens do Rio Araguaia com sua irmã, Maria (papel de Ana Maria Magalhães). Júlio criou a irmã desde pequena, mas agora vê despertar nela, já crescida, um desejo sexual ardente e perigoso.
Completam o elenco do longa-metragem nomes como Maria Pompeu, Dinorah Brillanti e Cecil Thiré. Outros destaques da produção são a música do maestro Guerra Peixe e a fotografia do turco Özen Sermet, que valoriza a beleza exuberante do Rio Araguaia. O filme também marca a estréia de Cecil Thiré na direção e de João Bennio na produção.
Em 1968, O Diabo Mora no Sangue foi escolhido pelo Instituto Nacional do Cinema e pelo Ministério das Relações Exteriores para representar o país no Festival Internacional do Cinema, na cidade espanhola de San Sebastian. Contudo, a cópia do filme foi roubada, o que impediu sua exibição. Posteriormente, o longa foi exibido clandestinamente na Europa.

O Diabo Mora no Sangue
Produção de 1968. Direção: Cecil Thiré. Roteiro: Hugo Brockes e Zbigniew Ziembinski, baseado em argumento de João Bennio. Fotografia: Özen Sermet. Música: Guerra Peixe. Elenco: João Bennio, Ana Maria Magalhães, Maria Pompeu, Hugo Brockes, Dinorah Brillanti, Cecil Thiré. Produtora: Bennio Produções Cinematográficas. Duração: 90 minutos.
Sinopse: Júlio (Bennio) é um pescador solitário que divide sua pequena cabana à beira do Rio Araguaia com sua irmã Maria (Ana Maria Magalhães), que ele cria desde menina. Ela agora é mulher feita, mas desconhece até mesmo o sentido de um beijo. Júlio, por sua vez, se contém e procura, rio abaixo, a viúva Rosa, de quem obtém regularmente certos favores. Este equilíbrio é desfeito com a chegada de turistas da cidade, aos quais Júlio serve de guia. Sofrendo toda sorte de provocações, pelo desregramento sexual das mulheres que fazem parte do grupo, o diabo desperta no sangue de Júlio, que se atira para a irmã e é naturalmente aceito, com isto frustrando as pretensões de um outro solitário do rio, o Ferrugem (Brockes), que andava à procura de mulher para casar. Chegando à desdita maior, que é fazer de Maria sua mulher, Júlio se emaranha nos fios de seu destino trágico. Mas ele jamais atingiria a extensão do seu gesto não fosse o feto disforme, produto do amor consangüíneo.
(Ficha técnica retirada do livro “Bennio: da cozinha para a sala escura”, de Beto Leão; páginas 6 e 127)

João Bennio
Considerado por muitos como o pai do teatro goiano, João Bennio (1927-1984), natural de Mutum, Minas Gerais, foi um dos personagens mais inquietantes e participativos do cenário cultural goiano do século passado. Bennio sempre chamou a atenção para a falta de políticas culturais que incentivassem a produção artística dos goianos e, desafiando a falta de apoio, “dinamitou o caminho”, como ele mesmo gostava de colocar, e conseguiu fazer história com as peças que encenou e os filmes que rodou.
Ao longo de quase 30 anos de participação ativa no cenário cultural de Goiás, Bennio deixou registrada sua passagem pelo cinema, teatro, televisão, rádio e imprensa. Sem se deixar abater por causa das dificuldades econômicas e da visão agropecuária predominante em Goiás naquele tempo, e ainda enfrentando a repressão da ditadura militar vigente, Bennio participou de mais de dez filmes, atuando em produções de destaque como Tempo de Violência (dirigido por Hugo Kusnet em 1969) e O Leão do Norte (de Carlos Del Pino, 1973), e dirigindo filmes como Simeão, o Boêmio, de 1969, e O Azarento – Um Homem de Sorte, de 1973.
Para saber mais sobre a carreira e a personalidade de João Bennio, recomendamos o livro “Bennio: da cozinha para a sala escura”, do jornalista Beto Leão (Fundação Cultural Pedro Ludovico Teixeira, 1999), que teve contato com o cineasta na época em que Bennio escrevia crônicas para o Diário da Manhã. Na Internet, os sites www.imdb.com e www.cineminha.uol.com.br têm registros com a filmografia do cineasta.
Com o intuito de discutir a importância do legado de João Bennio para a curta história da cinematografia goiana e também aprofundar a discussão sobre o aspecto estético e as estruturas narrativas de suas obras, o Desbitola vai promover, após a exibição de O Diabo Mora no Sangue, um debate que vai focar na figura de Bennio e em seu papel inovador para a cultura do estado. O debate vai contar com a participação de Lisandro Nogueira, Beto Leão e Hugo Brockes.
O projeto Desbitola é produzido por Alyne Fratari (Frita Filmes), Erasmo Alcântara e Joelma Paes (Fractal Filmes), Marcela Borela (Carcará Produções) e Robney Bruno (Traktana Filmes). Conta com o patrocínio do Sebrae Goiás, parcerias da Caravídeo, Centro Municipal de Cultura Goiânia Ouro e Vidi Well Comunicação, e apoio do Coletivo Centopéia, Tridente Design, 14 Bis e Sociedade Design.

Serviço
Desbitola – Ciclo de Debates do Cinema Goiano
Data e horário: 29/01/2009, às 19h
Local: Centro Municipal de Cultura Goiânia Ouro
Rua 3, esq. c/ rua 9, Centro
Entrada Franca

Em cartaz: O Diabo Mora no Sangue, direção de Cecil Thiré e argumento de João Bennio

Mais informações:
Assessoria de Imprensa – Túlio Moreira (tulioimprensa@gmail.com / (62) 9963-8604)
Fractal Filmes – desbitola@gmail.com / www.coletivocentopeia.com.br/fractalfilmes

Seminário Câmera Cotidiana

Seminário Câmera Cotidiana - Inscrições até dia 15/12/08

Seminário Câmera Cotidiana - 16 a 18 de dezembro 2008

Estão abertas até dia 15 de dezembro as inscrições para as oficinas Vídeo de bolso: faça o seu, com o pesquisador e VJ espanhol Nacho Durán, e Arte e mobilidade: localize-se, com o artista e pesquisador uruguaio Fernando Velázquez. São oferecidas, gratuitamente, 30 vagas (15 em cada uma), sendo que os participantes podem se inscrever em ambas, pelo website www.cameracotidiana.com.br. As oficinas integram a programação do Seminário Câmera Cotidiana, que será realizado de 16 a 18 de dezembro, no Centro Municipal de Cultura Goiânia Ouro.

O evento, que vai discutir a utilização de mídias portáteis na produção audiovisual contemporânea e preparar o público goiano para o Festival Câmera Cotidiana (previsto para 2009), é uma realização da Fractal Filmes, com o patrocínio do Sebrae Goiás e apoio do Coletivo Centopéia, Centro Cultural Caravídeo, Geor Economia Criativa do Audiovisual, Centro de Estudo e Pesquisa Ciranda da Arte, Secretaria Estadual de Educação e Centro Municipal de Cultura Goiânia Ouro.

Vídeo de bolso: faça o seu

Idealizada há dois anos e realizada 11 vezes em várias cidades brasileiras, a oficina do pesquisador e VJ espanhol Nacho Durán é voltada para 15 jovens e adultos que tenham conhecimentos básicos de informática e interesse na produção audiovisual com dispositivos móveis para distribuição via Internet, celulares e tocadores de vídeo portáteis. Durante o encontro, os alunos vão aprender a produzir vídeos de bolso, a partir da apropriação consciente e reflexiva da tecnologia digital. Os videoblogs e servidores de vídeo, os formatos de compressão e codecs de áudio e vídeo e a cultura do software livre e copyleft estarão em pauta de discussão. A oficina será realizada nos dias 17 e 18 de dezembro, no período matutino (8h às 12h), no Centro Cultural Caravídeo.

Nacho Durán nasceu em Oviedo, Espanha, e reside em São Paulo desde 2001. Produziu vários trabalhos em novas mídias, tendo como elo em comum a pesquisa e experimentação com micro-cinema, interatividade e VJing. Foi o criador do primeiro videoblog feito na América do Sul (www.feitoamouse.org/videoblog), em 2003, um diário online experimental formado por vídeos curtos em loop. Também produziu e colaborou nos trabalhos A cidade Utópica (aplicativo interativo), Desconstruindo Manu Chao (aplicativo 3D interativo), nas vídeo-instalações 4mobiles e Mosaicópolis e nas vídeo-instalações interativas Desmanche e SP_Mobile. Ministra palestras e oficinas sobre VJing e produção para internet e celular.

Arte e mobilidade: localize-se’

Voltada para 15 estudantes de artes e/ou artistas com conhecimentos básicos de informática, a oficina Arte e mobilidade: localize-se será marcada pela apresentação de trabalhos do artista e pesquisador uruguaio Fernando Velázquez, realizados a partir do vínculo entre tecnologia, comunicação e espaços específicos. Os participantes farão exercícios práticos com dispositivos móveis (telefones celulares, GPS, etc) e poderão levar seus próprios computadores para a oficina, que será realizada também nos dias 17 e 18 de dezembro, no período vespertino (14h às 18h), no Centro Cultural Caravídeo.

Fernando Velázquez, radicado em São Paulo desde 1997, é formado em Design de Multimídia pela Faculdade de Comunicação e Artes do Senac São Paulo, tem especialização em Vídeo e Tecnologias online/offline pelo Mecad Media Center de Barcelona (Espanha) e é mestre em Moda, Cultura, e Arte pela Faculdade Senac de Moda. Investiga questões relacionadas ao quotidiano contemporâneo – privacidade, monitoramento e controle como elementos mediadores da construção de um self. Tem participado de diferentes exposições individuais e coletivas, dentre as que se destaca o 3th Pocket Film Festival (Centro Pompidou, 2007). Recebeu o prêmio Vida Artificial 11.0 de incentivo à produção artística e teve, em 2008, um trabalho comissionado pelo festival Artemov (BH). Tem colaborado em diversos projetos com Fred Forest, Lúcia Leão, Julià Carboneras, Nacho Durán, Christiana Moraes e Francisco Lapetina.

Câmera Cotidiana

Além das oficinas, integra a programação do seminário o debate ‘Panorama da produção audiovisual com mídias portáteis’ – com a participação de Nacho Durán, Fernando Velázquez e do pesquisador Rodrigo Minelli, importantes nomes relacionados às novas tecnologias. “O debate, que acontecerá durante os três dias de evento, visa amadurecer a compreensão e as possibilidades de atuação com mídias portáteis e sensibilizar e qualificar os realizadores goianos para esse universo”, explica Erasmo Alcântara, diretor de produção do seminário.

Durante o evento será exibido o melhor da produção audiovisual em mídias portáteis, traçando um panorama das tendências de uso da linguagem e apontando para novos paradigmas. “Serão três dias de debate e oficinas, que abordarão referências conceituais do que tem sido produzido com mídias portáteis no mundo, incentivando o aprimoramento técnico e estético da produção regional, a superação de paradigmas e a criatividade dos realizadores”, define a produtora executiva do evento, Joelma Paes.

Serviço

Seminário Câmera Cotidiana – inscrição para oficinas

Período: até 15 de dezembro de 2008

www.cameracotidiana.com.br

Mais info: 62 3941 6415 / fractalfilmes@gmail.com

11º Desbitola estuda obra de JOSÉ PETRILLO, pioneiro do cinema goiano.

O projeto Desbitola – Ciclo de Dabates do Cinema Goiano, completa neste novembro de 2008 um ano de realização e para comemorar esta edição especial, serão exibidos três curtas-metragens de um dos nomes mais importantes da história da produção cinematográfica em Goiás: José Petrillo. O público terá a oportunidade de assistir “A Primitiva Arte de Tecer em Goiás” (1983), curta sobre as fiandeiras do interior do Estado, “Areia, Cajazinho e Alfenim” (1982), uma homenagem ao trabalho artístico de Goiandira do Couto, Marcillon e Silvia Curado, e “Cavalhadas de Pirenópolis” (1978), curta-metragem em 35mm premiado com o Troféu Candango no 11º Festival do Cinema Brasileiro de Brasília, e o mais famoso dos documentários de Petrillo.

Depois de seis edições no cine Cultura, o projeto volta este mês ao lugar de origem, o Cine Goiânia Ouro. Sempre nas últimas segundas feiras de cada mês o Desbitola nasceu com o objetivo de aumentar o espaço de exibição dos filmes produzidos no estado e principalmente de incentivar o debate, a discussão e a reflexão em torno das produções cinematográficas goianas.

Ganhador de importantes prêmios nacionais por produções de cinema e propaganda, José Petrillo foi um batalhador pelo reconhecimento do cinema goiano em nível nacional, tendo formado toda uma geração de diretores e fotógrafos de cinema, que, trabalhando e convivendo com ele foram tomando gosto e aprendendo a técnica do cinema e do vídeo. Faleceu no dia 21 de agosto de 2000, aos 82 anos, três meses depois de ter sido homenageado no FICA – Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental , na cidade de Goiás, onde um dos prêmios recebe o seu nome.

Nascido em Ouro Preto (MG), no dia 3 de março de 1918, Petrillo veio para Goiânia em 1963, fundando aqui a Truca – Cinema Arte e Propaganda, em 1966. A Truca exerceu forte influência no cinema goiano. Em 1970, fundiu-se à Telecine de Euclides Nery, nascendo desse casamento a Makro Filmes, que se transformaria na maior produtora do Centro-Oeste na época, produzindo filmes institucionais e de ficção e documentários para cinema. Um dos primeiros filmes produzidos por José Petrillo foi “O Dia Marcado”, dirigido por Iberê Cavalcanti em 1970. Três anos após, produziu “O Leão do Norte”, de Carlos Del Pino, rodado em Pirenópolis. Em 1974, foi responsável pela produção de “A Lenda de Ubirajara”, dirigido por André Luiz de Oliveira na Ilha do Bananal e ganhador do prêmio de melhor trilha sonora no Festival de Cinema do Rio de Janeiro. José Petrilo fez praticamente tudo à frente e atrás das câmeras. Dirigiu centenas de comerciais, produziu um sem número de documentários e conquistou várias premiações. O projeto Desbitola conta com o apoio do Sebrae/GO, da
Caravídeo Locadora, da Secretaria Municipal de Cultura, do Coletivo Centopéia, Sociedade Design, Icumam, Centro de Estudo e Pesquisa Ciranda da Arte, Trident Design e 14 Bis. A produção do evento está sendo realizada por cinco realizadores goianos: Marcela Borela (Carcará Filmes), Alyne Fratari (Frita Filmes), Joelma Paes e Erasmo Alcântara (Fractal Filmes) e Robney Bruno (Traktana Filmes).

SERVIÇO

Desbitola – Ciclo de Debates do Cinema Goiano

Data: 24 de novembro de 2008

Local: Cine Goiânia Ouro- Rua 3 c/ Rua 9, Centro. Goiânia – Goiás.

Horário: 20 horas

ENTRADA FRANCA

3ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul

Casa cheia em quase todas as seções. Público acompanhou filmes de alta qualidade e relevância.

Terminou na noite da última quinta-feira, 06 de novembro, a 3ª edição da Mostra de Cinema e Direitos Humanos na América do Sul, realizada em Goiânia desde o dia 30 de outubro.

Foram exibidos 50 filmes, em 21 sessões, além de debates diários que focaram questões como moradia, gênero, indígena, inclusão de pessoas com necessidades especiais, segurança pública, etc. Destaque para a sessão especial de audiodescrição do filme “Os Esquecidos”, de Luís Buñuel, para pessoas com deficiência visual. Os demais espectadores acompanharam o filme vendados.

Mais de 1900 pessoas participaram da mostra, colocando Goiânia em destaque em relação às outras 11 capitais que também receberam a 3ª edição da Mostra de Cinema e Direitos Humanos, nas quais a média de público foi de pouco mais de 1000 pessoas. “A intenção para o próximo ano é ampliar a participação de 12 para 16 cidades” afirmou o ministro Paulo de Tarso Vannuchi, da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República, na cerimônia de abertura da Mostra, no Cine Goiânia Ouro. Quase todos os que participaram de pelo menos uma das sessões realizadas levou para casa o catálogo da Mostra, e em todas as seções foram sorteados kits contendo bolsa, camiseta, catálogo, bloco de anotações, lápis e imã de geladeira personalizados.

Foram feitas sessões especiais para estudantes dos ensinos fundamental e médio da rede pública de ensino, formando público para o cinema. Muitos nunca haviam ido ao cinema anteriormente. Outro destaque foi a votação do júri popular. O filme brasileiro contemporâneo mais bem avaliado em todas as 12 sedes da Mostra receberá o Prêmio Aquisição do Canal Brasil.

A curadoria da 3ª Mostra de Cinema e Direitos Humanos foi feita pelo cineasta Francisco César Filho, a coordenação de produção foi feita por Rafael Sampaio, a produção de filmes de Luanda Baldijão, produção de Fernando Azevedo e assistência de coordenação de Huila Gomes.

A mostra é uma realização da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República, produção da Cinemateca Brasileira e SESC São Paulo, patrocinio da Petrobrás, apoio do Ministério das Relações Exteriores, TV Brasil, Associação Amigos da Cinemateca. A Mostra contou com apoio local da Prefeitura de Goiânia, Centro Cultural Goiânia Ouro, Secretaria Estadual de Educação, SEMIRA, Assembléia Legistativa do Estado de Goiás e Comissão de Direitos Humanos e Orçamento Participativo da Assembléia Legislativa. A produção local é feita pela Olho Comunicação Estratégica e Fractal Filmes.

Visite o site oficial da 3ª Mostra de Cinema e Direitos Humanos.

Participou da mostra? Comente! Envie suas sugestões para aperfeiçoar a próxima edição.

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