Arquivo da categoria ‘Desbitola’
[18º DESBITOLA] A Bicicleta e o Escuro, de Cláudia Nunes e Leo Pereira
Documentário sobre a trajetória de dois artistas populares de Goiânia e seu isolamento em função da atuação cultural, questionadora dos valores sociais da época e que já antevia os principais problemas atuais como a preservação do meio ambiente e a paz.
18º DESBITOLA
PROGRAMAÇÃO: A Bicicleta e o Escuro
DEBATE: Cláudia Nunes e Rodrigo Cássio
DATA: 24 setembro 2009
HORÁRIO: 19h
LOCAL: Cine Goiânia Ouro | Rua 3, esq. c/ Rua 9, Centro. Goiânia-GO
ENTRADA FRANCA
INFORMAÇÕES: 62 3941 6415
Divulgue e participe!
EM OUTUBRO
Os tios de Awá, de Uliana Duarte
Ressignificar, de Sara Vitória
Debatedor: Carlos Cipriano
EM NOVEMBRO
João Bennio, o pioneiro do cinema goiano, de Eudaldo Guimarães
Debatedores: Lisandro Nogueira e Herondes Cezar
17º DESBITOLA – Benzeduras, de Adriana Rodrigues

BENZEDURAS, de Adriana Rodrigues.
Doc, 72 min, 2008.
Um registro da sobrevivência das benzeções, uma tradição secular em extinção. Este documentário aborda o universo das benzeções através do olhar de vários benzedores sobre o que é, como se dá e o papel do ato de benzer na cura.
Quinta-feira, 27 de agosto de 2009
19 horas
Cine Goiânia Ouro
Rua 3, esq c/ Rua 9
Centro
Goiânia – GO
Entrada Franca
Desbitola Fevereiro – Videoarte

Videoarte
Temporada 2009 do Desbitola começa analisando cinema de João Bennio

Depois do recesso para as celebrações de fim de ano, o Desbitola – Ciclo de Debates do Cinema Goiano está de volta com muitas novidades para 2009. As próximas edições do projeto acontecem no Centro Municipal de Cultura Goiânia Ouro, novamente na última quinta-feira de cada mês. Para começar o ano, o Desbitola exibe o filme O Diabo Mora no Sangue (1968), no dia 29/01, a partir das 19h. A entrada é franca.
O filme, dirigido por Cecil Thiré, é baseado em argumento do produtor, diretor e ator mineiro radicado em Goiás João Bennio. A exibição do filme tem como objetivo a discussão dos caminhos percorridos pelo cinema goiano, e as barreiras e dificuldades enfrentadas pelos cineastas no estado.
“Dinheiro. Falta só dinheiro, falta um pouco mais de compreensão, um pouco mais de ajuda ao homem da terra, ao homem que luta pela arte, que luta pela cultura, que luta pelo cinema no Estado de Goiás. Aqui, nós não temos que abrir passagem, nós temos que dinamitar o caminho.”
João Bennio
(1927-1984)
O Diabo Mora no Sangue provocou polêmica na época de seu lançamento. Trata-se da primeira produção brasileira a discutir o incesto. João Bennio interpreta o protagonista Júlio, pescador solitário que vive em uma pequena cabana às margens do Rio Araguaia com sua irmã, Maria (papel de Ana Maria Magalhães). Júlio criou a irmã desde pequena, mas agora vê despertar nela, já crescida, um desejo sexual ardente e perigoso.
Completam o elenco do longa-metragem nomes como Maria Pompeu, Dinorah Brillanti e Cecil Thiré. Outros destaques da produção são a música do maestro Guerra Peixe e a fotografia do turco Özen Sermet, que valoriza a beleza exuberante do Rio Araguaia. O filme também marca a estréia de Cecil Thiré na direção e de João Bennio na produção.
Em 1968, O Diabo Mora no Sangue foi escolhido pelo Instituto Nacional do Cinema e pelo Ministério das Relações Exteriores para representar o país no Festival Internacional do Cinema, na cidade espanhola de San Sebastian. Contudo, a cópia do filme foi roubada, o que impediu sua exibição. Posteriormente, o longa foi exibido clandestinamente na Europa.
O Diabo Mora no Sangue
Produção de 1968. Direção: Cecil Thiré. Roteiro: Hugo Brockes e Zbigniew Ziembinski, baseado em argumento de João Bennio. Fotografia: Özen Sermet. Música: Guerra Peixe. Elenco: João Bennio, Ana Maria Magalhães, Maria Pompeu, Hugo Brockes, Dinorah Brillanti, Cecil Thiré. Produtora: Bennio Produções Cinematográficas. Duração: 90 minutos.
Sinopse: Júlio (Bennio) é um pescador solitário que divide sua pequena cabana à beira do Rio Araguaia com sua irmã Maria (Ana Maria Magalhães), que ele cria desde menina. Ela agora é mulher feita, mas desconhece até mesmo o sentido de um beijo. Júlio, por sua vez, se contém e procura, rio abaixo, a viúva Rosa, de quem obtém regularmente certos favores. Este equilíbrio é desfeito com a chegada de turistas da cidade, aos quais Júlio serve de guia. Sofrendo toda sorte de provocações, pelo desregramento sexual das mulheres que fazem parte do grupo, o diabo desperta no sangue de Júlio, que se atira para a irmã e é naturalmente aceito, com isto frustrando as pretensões de um outro solitário do rio, o Ferrugem (Brockes), que andava à procura de mulher para casar. Chegando à desdita maior, que é fazer de Maria sua mulher, Júlio se emaranha nos fios de seu destino trágico. Mas ele jamais atingiria a extensão do seu gesto não fosse o feto disforme, produto do amor consangüíneo.
(Ficha técnica retirada do livro “Bennio: da cozinha para a sala escura”, de Beto Leão; páginas 6 e 127)
João Bennio
Considerado por muitos como o pai do teatro goiano, João Bennio (1927-1984), natural de Mutum, Minas Gerais, foi um dos personagens mais inquietantes e participativos do cenário cultural goiano do século passado. Bennio sempre chamou a atenção para a falta de políticas culturais que incentivassem a produção artística dos goianos e, desafiando a falta de apoio, “dinamitou o caminho”, como ele mesmo gostava de colocar, e conseguiu fazer história com as peças que encenou e os filmes que rodou.
Ao longo de quase 30 anos de participação ativa no cenário cultural de Goiás, Bennio deixou registrada sua passagem pelo cinema, teatro, televisão, rádio e imprensa. Sem se deixar abater por causa das dificuldades econômicas e da visão agropecuária predominante em Goiás naquele tempo, e ainda enfrentando a repressão da ditadura militar vigente, Bennio participou de mais de dez filmes, atuando em produções de destaque como Tempo de Violência (dirigido por Hugo Kusnet em 1969) e O Leão do Norte (de Carlos Del Pino, 1973), e dirigindo filmes como Simeão, o Boêmio, de 1969, e O Azarento – Um Homem de Sorte, de 1973.
Para saber mais sobre a carreira e a personalidade de João Bennio, recomendamos o livro “Bennio: da cozinha para a sala escura”, do jornalista Beto Leão (Fundação Cultural Pedro Ludovico Teixeira, 1999), que teve contato com o cineasta na época em que Bennio escrevia crônicas para o Diário da Manhã. Na Internet, os sites www.imdb.com e www.cineminha.uol.com.br têm registros com a filmografia do cineasta.
Com o intuito de discutir a importância do legado de João Bennio para a curta história da cinematografia goiana e também aprofundar a discussão sobre o aspecto estético e as estruturas narrativas de suas obras, o Desbitola vai promover, após a exibição de O Diabo Mora no Sangue, um debate que vai focar na figura de Bennio e em seu papel inovador para a cultura do estado. O debate vai contar com a participação de Lisandro Nogueira, Beto Leão e Hugo Brockes.
O projeto Desbitola é produzido por Alyne Fratari (Frita Filmes), Erasmo Alcântara e Joelma Paes (Fractal Filmes), Marcela Borela (Carcará Produções) e Robney Bruno (Traktana Filmes). Conta com o patrocínio do Sebrae Goiás, parcerias da Caravídeo, Centro Municipal de Cultura Goiânia Ouro e Vidi Well Comunicação, e apoio do Coletivo Centopéia, Tridente Design, 14 Bis e Sociedade Design.
Serviço
Desbitola – Ciclo de Debates do Cinema Goiano
Data e horário: 29/01/2009, às 19h
Local: Centro Municipal de Cultura Goiânia Ouro
Rua 3, esq. c/ rua 9, Centro
Entrada Franca
Em cartaz: O Diabo Mora no Sangue, direção de Cecil Thiré e argumento de João Bennio
Mais informações:
Assessoria de Imprensa – Túlio Moreira (tulioimprensa@gmail.com / (62) 9963-8604)
Fractal Filmes – desbitola@gmail.com / www.coletivocentopeia.com.br/fractalfilmes
10º Desbitola debate a linguagem cinematográfica
O Desbitola de outubro debaterá três curtas realizados por integrantes da produção do próprio Desbitola. Fazem parte da programação Sexodrama, dirigido por Alyne Fratari e realizado pela turma do primeiro Curso de Cinema promovido pelo Icumam, em 2006; Subjetivo, de Erasmo Alcântara e uma produção da Fractal Filmes; e Um Morto na Sala, de Robney Bruno. O debatedor convidado para esta edição é Carlos Cipriano, coordenador dos cursos superiores de Fotografia e Imagem e Produção Publicitária, além da Pós-Graduação em Cinema da Faculdade Cambury.
O objetivo desta edição é focar a discussão na linguagem cinematográfica. Os realizadores do Desbitola desejam ver o projeto contribuir para o amadurecimento do nosso conhecimento da linguagem cinematográfica, saindo um pouco dos vícios da discussão de políticas e bastidores da produção cinematográfica. Percebemos a dificuldade em problematizar os curtas que têm sido produzidos em Goiás na presença de seus realizadores. Além do constrangimento pela presença do realizador, a falta de um ambiente de constante reflexão interfere na nossa compreensão da linguagem, nos impedindo de avançar no amadurecimento estético do cinema goiano.
Como resultado, resolvemos colocar nossos próprios filmes contra a parede, estimulando o público a pensar as características – e os problemas – dos filmes que temos produzidos. A intenção é construir e manter para o cinema goiano níveis de exigência que o contextualizem com a produção cinematográfica nacional. É notória a existência de dois pesos e duas medidas na avaliação do cinema goiano em relação ao cinema produzido em grandes centros. Sem ignorar as particularidades de cada região, queremos ver o cinema goiano amadurecer a passos largos, e ocupar lugar de destaque na cinematografia nacional. Acreditamos que seja para isso que temos trabalhado, e que não podemos almejar algo menor. Dependemos disso para começar a fomentar um mercado cinematográfico em Goiás. E precisamos desse mercado funcionando vigorosamente para seguirmos realizando nossos projetos e construindo a nossa memória.
Como de costume, ao final do debate serão sorteados os filmes debatidos. O Desbitola acontece na última segunda-feira de cada mês, e é hoje o principal espaço de debate da produção audiovisual goiana. O projeto é uma realização da Fractal Filmes, Traktana Filmes, Carcará Produções e Frita Filmes, com apoio da Caravídeo Locadora, Sebrae Goiás, Governo do Estado de Goiás, Agepel, Coletivo Centopéia, Sociedade Design, Icumam, Ciranda da Arte, 14 Bis e Trident Design.
Divulgue e participe do Desbitola.
SERVIÇO
Desbitola – Ciclo de Debates do Cinema Goiano
Data: 27 de outubro de 2008
Local: Cine Cultura – Praça Cívica, nº 2, Centro. Goiânia – Goiás.
Horário: 20 horas
ENTRADA FRANCA
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